segunda-feira, 16 de março de 2009

Bonita

Eu tava no ônibus quando vi a Bonita.
Tava chovendo na capital carioca e eu ia rumo a partida, de volta para o interior.
O ônibus parou em algum sinal e não foi difícil observar aquela cena.
Na janela do carro que parou ao lado, que eu não pude gravar a cor, vi a Bonita.
Era uma menina de uns 6 anos mais ou menos.
A menina tinha a pele branca, muito branca para uma cidade praiana, e cabelos que, percebia-se que eram bem compridos,e negros, muito pretos,além de lisos.O que mais chamava a minha atenção na cena, além do ato da menina que vou descrever em breve, era o batom. A pele branquíssima, o cabelo escuríssimo não bastavam para o enorme contraste no rosto infantil,ela tinha um batom vermelho sangue, toda a cor que não havia naquela pele.
Eu imaginei a menina em frente ao espelho, passando delicadamente o batom e colocando cor ao rosto pálido.
O ato? Ela delicadamente soprava no vidro do carro, dava baforadas de ar e rapidamente riscava os dedinhos no vidro a fim de fazer um desenho, que logo sumia e ela ia, novamente, soltando golpes de ar contra os pingos de chuvas...
É só.

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