segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um quase.

Ela cresceu e se tornou um nada.
Na verdade, não passou de uma tentativa.
Um quase.
Ela quase foi bonita, quase foi interessante, quase inteligente.
Depois, quase foi atriz, quase teve charme, tentou ser artista de outra coisa.
Quase escreveu bem, quase falou bem, quase se formou com êxito. Formou-se em uma universidade quase boa.
Quase se apaixonou um dia, quase casou em outro. Quase gozou, quase teve um filho.
Ela quase foi feliz, quase porque foi por pouco, porque era pouca. Não é nem nunca foi inteira em nada.
Quase morreu e não aprendeu, continuou sendo quase.
Ser quase é triste, porque ser quase nunca é. Não ser, não foi, quase foi, sem verbo, sem graça.
Vai morrer assim, na verdade não vai, porque quando morrer vai ser. Morreu,ponto.

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